Antigamente
as Doenças Sexualmente Transmissíveis eram conhecidas como Doenças Venéreas –
nome relacionado à Vênus, deusa do amor. Essas doenças vêm acompanhando a sociedade desde o início da civilização.
Após a
Segunda Guerra ouve um aumento na incidência das DSTs já conhecidas e surgiram
outras com a mesma característica em comum: transmitiam-se pela relação sexual
desprotegida. Mas como não eram todas que eram transmitidas somente pelo contato sexual, foi feita a seguinte divisão: doenças essencialmente transmitidas por contágio sexual; doenças frequentemente transmitidas pelo contágio sexual e doenças eventualmente transmitidas pelo contato sexual. Nas últimas décadas, mudanças sócio-sexuais vêm transformando o
controle da ocorrência de DSTs em desafio para a saúde pública. É cada vez
maior o número de jovens e adultos que vivenciam sua sexualidade com mais
liberdade, e isso somado com baixo nível de instrução eleva as ocorrências de
doenças na população.
Os
profissionais de saúde quando estão diante de uma possível DST, são usados os
seguintes métodos diagnósticos: o etiológico, que faz uso de testes
laboratoriais para descobrir o agente causador, e o clínico, que faz uso da
identificação de sinais e sintomas que possam caracterizar uma DST específica.
No Brasil
foram registrados 66.114 casos de Aids entre jovens de 13 a 24 anos até junho
de 2009. Isso representa 11% dos casos notificados no país desde o inicio da
epidemia. Na mesma faixa etária, a transmissão sexual representa 68% dos casos
e a via sanguínea responde por 23%.
Vendo também o lado psicológico, podemos perceber que pacientes com DST frequentemente
apresentam perca considerável da auto-estima, julgando-se impuras, imorais, sujas e enfim, culpadas.
As DSTs são
consideradas um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. No
Brasil, as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de infecções na
população sexualmente ativa a cada ano são:
Sífilis:
937.000
Gonorreia:
1.541.800
Clamídia:
1.967.200
Herpes
Genital: 640.900
HPV: 685.400
Desde 1986,
é obrigatória a notificação de casos de Aids e Sífilis a médicos e responsáveis
por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde, seguindo
as recomendações do Ministério da Saúde. O registro de HIV em gestantes e
recém-nascidos tornou-se obrigatório desde 2000.
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