sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode se manifestar em três estágios, sendo que os maiores sintomas ocorrem nos dois primeiros, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintomas, dando a falsa impressão de cura da doença.
Pode ser transmitida por sexo com uma pessoa infectada sem proteção, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. Os primeiros sintomas são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços na virilha, que surgem entre sete e vinte dias após a exposição à bactéria. As feridas e caroços não doem, não ardem, não coçam e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, podem desaparecer sem deixar cicatrizes, mas a doença continua lá se desenvolvendo.
Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas por todo o corpo (inclusive pés e mãos) e queda de cabelo. Após mais algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses e anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo até levar à morte.
Quando não há evidência de sinais ou sintomas, deve ser feito um teste laboratorial, mas como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito a partir da terceira semana após o contágio. Somente um profissional de saúde pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento dependendo do estágio da doença. O uso da camisinha e o acompanhamento da gestante são as melhores formas de prevenir contra a sífilis.

 - Sífilis Congênita: é a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê quando esse nasce gravemente doente.
Essa doença pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida. Na maioria dos casos os sinais e sintomas já estão presentes nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental.
O diagnóstico se dá por meio de um exame de sangue  feito no primeiro trimestre da gravidez. É recomendado repetir o teste no terceiro trimestre da gestação e mais uma vez antes do parto. O maior problema da sífilis é que normalmente as mulheres não sentem nada e só descobrem a doença nesse exame.
Quando a sífilis é detectada o tratamento deve começar o mais rápido possível. O parceiro também deve ser testado e tratado para evitar uma reinfecção. Especialmente às gestantes, o tratamento deve ser feito com penicilina (único medicamento capaz de tratar mãe e bebê). Com qualquer outro medicamento, o bebê não estará sendo tratado.
Se o bebê tiver sífilis congênita, deverá ficar no hospital por 10 dias em tratamento. Independente do exame das mães, todos os bebês devem realizar o exame para sífilis. Os que tiverem suspeita de sífilis congênita devem fazer uma série de exames para terem alta.

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