sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Conclusão

Depois de todo esse tempo de pesquisa pudemos perceber o quanto era artificial nosso conhecimento sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis. Havia muita coisa que precisávamos saber e que descobrimos aos poucos depois de termos pesquisado incessavelmente. Com certeza valeu a pena ter escolhido esse tema, aprendemos coisas que nem sequer imaginávamos sobre as DSTs. Informações que serão úteis durante toda a nossa vida.
Achamos que um dos objetivos que tínhamos ao iniciar o trabalho, que era aprendermos mais sobre o assunto e divulgarmos nossa pesquisa aos colegas foi bem sucedida. E quem sabe algum dia veremos uma sociedade informada que faça com que as DSTs se tornem apenas mais um problema resolvido.

Revistas

Essa é a página de uma revista que fala resumidamente sobre algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis. Seria uma boa imagem para servir, por exemplo, de panfleto, pois fala somente o básico sobre algumas doenças.

História de Todos Nós

Esse vídeo é uma série de entrevistas que começa com perguntas para pessoas aleatórias o que significa DST. E as primeiras não sabiam responder essa pergunta, o que mostra a falta de informação. Depois há uma entrevista com a Dra. Adele, e ela fala alguns dos sintomas que as DSTs causam. Aparecem também depoimentos de pacientes.

Consideramos muito importantes essas entrevistas na nossa pesquisa sobre o assunto, pois mostra tanto como há pessoas desinformadas quanto pessoas que conhecem, sabem o que devem fazer para se prevenir e ainda depoimentos de pacientes, mostrando também esse outro lado das DSTs, o lado pessoal de cada pessoa. A auto-estima de um paciente pode ser afetada, com todas as complicações que uma DST traz.

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681428-15605,00-PROXIMA+GERACAO+JA+DEVE+CONHECER+UM+MUNDO+SEM+AIDS.html



Essa é uma reportagem mais atual (desse ano) que apareceu no programa Fantástico. Depois de ler essa reportagem, percebemos que realmente vale a pena lutar por um mundo em que as DSTs não afetem tanto assim a vida do ser humano. Há até um homem, como diz a entrevista, que era soropositivo mas que hoje não é mais. Os cientistas já sabem como evitar o contágio dos bebês de mães portadoras do HIV. Se continuarmos progredindo, talvez algum dia o sonho desses cientistas torne-se realidade e possamos deixar de nos preocuparmos com isso. Mas falta muito para chegar lá, ainda há pessoas desinformadas e que não previnem-se. 
A reportagem também diz que o tratamento correto contra a Aids reduz em 96% a chance de transmitir a doença. O progresso está crescendo cada vez mais, e devemos continuar progredindo acreditando na ideia de vivermos num mundo em que haja o controle, finalmente, do HIV.

Abaixo a reportagem:





Próxima geração já deve conhecer um mundo sem Aids

Com o avanço cada vez maior das pesquisas sobre o vírus HIV, os portadores de Aids aumentam as esperanças, e os pesquisadores concentram esforços.


A ONU divulgou nessa semana um relatório otimista sobre o combate à Aids e o governo americano aprovou pela primeira vez um remédio de prevenção ao vírus. Já é possível imaginar um mundo sem Aids? 

Um homem que já viu o dia que iria morrer. Um americano que já teve Aids. Sim, não tem mais. Ele é um ex-portador do vírus HIV. Ele encontrou a cura. Timothy Ray Brown está no Fantástico, direto de Washington, capital dos Estados Unidos. Na cidade, ele vai participar 19ª Conferência Internacional da Aids. 

A partir deste domingo (22) até sexta-feira (27) médicos, pesquisadores, políticos de vários países vão trocar ideia sobre essa doença que desafia o mundo há mais de 30 anos. Hoje, a comunidade cientifica já sabe muito bem como tratar o HIV e que chegou a hora de mudar o foco. Este é o momento de se concentrar na busca da vacina contra a Aids e na cura da doença. 

A geração que deverá conhecer o mundo sem Aids já está nascendo. Dela faz parte a filha do casal Marta e Greicio, ambos soropositivos. 

"Decidi ter um filho. Era um sonho nosso que decidimos realizar”, conta Marta Fernandes. “É difícil quando você tem uma doença crônica. É difícil lidar com o preconceito. Foi um processo meio longo", acrescenta. 

A declaração foi dada ao Fantástico em janeiro de 2011. Ester, filha de Marta e Greicio, nasceu no dia 3 de junho de 2011 e não é portadora do vírus HIV. 

“Ester está boa, sadia e só dá alegria para nós”, ressalta a mãe. 

"Nós podemos pensar na realidade de um mundo sem Aids, só precisamos implementar todas as ferramentas que já temos", diz Anthony Fauci, Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA. 

Essas palavras ele vai repetir, nesta segunda, durante a 19ª Conferência Internacional da Aids, em Washington. 

Fauci refere-se aos avanços do tratamento e prevenção. Entre eles, os cuidados tomados por Marta, que fez com que a chance de ela transmitir o vírus a Ester fosse quase zero. 

A previsão da Organização das Nações Unidas é que até 2015, todas as grávidas terão acesso aos remédios que combatem o vírus da Aids. Isso vai significar praticamente um mundo sem bebês com HIV. 

“Nós caminhamos rapidamente para um cenário bastante favorável mesmo sem a vacina, porque a vacina é algo que poderá vir a acontecer a médio, talvez longo prazo”, explica Pedro Chequer, Coordenador da Unaids/Brasil 

A ciência também já descobriu que um paciente soropositivo que faz o tratamento corretamente reduz em 96% a chance de passar o vírus durante uma relação sexual. Dado que também ajuda a explicar por que a taxa de transmissão vem caindo anualmente. 

"Hoje no Brasil, nós temos mais de 200 mil pessoas que se tratam pela infecção do HIV e da Aids”, destacou Alexandre Padilha, Ministro da Saúde. 

Em 2011, 2,5 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV em todo o mundo, 20% a menos que em 2001. Situação que faz com que cresça o número de casais como Felipe e José. Felipe sabe que é portador do vírus HIV desde 2006. Há três anos, ele conheceu José e começaram a namorar. José não era portador do vírus. E assim continua. 

“Escutei de um grande amigo meu, ex-grande amigo meu: ‘como você pode pensar em entrar nesse relacionamento, que não tem futuro, porque sabe-se lá quanto tempo ele vai durar’”, conta o arquiteto José Miranda. 

“Eu acredito muito na cura. Mas, eu sonho com a cura contra o preconceito”, ressalta Felipe Gomes, ativista de direitos humanos. 

As barreiras contra a expansão do contágio não param de aparecer. Depois de uma pesquisa realizada em diferentes partes do mundo, os Estados Unidos aprovaram esta semana a utilização do remédio 'Truvada' como auxiliar na prevenção. 

Essa pílula já é usada em 93 países como remédio para os pacientes soropositivos. Estudos indicaram que se tomado por uma pessoa sem o vírus as chances de ela contraí-lo são reduzidas em até 73%. Júlio foi um dos voluntários da pesquisa no Brasil. 

“Hoje a gente busca novas metodologias de prevenção e a própria cura da Aids. Acho que cada um pode fazer a sua parte de alguma forma”, diz Julio Moreira, presidente do grupo Arco-Íris. 

Após sete meses em tratamento, o resultado no exame de Júlio continua sendo negativo. Mas ele afirma que, durante este período, não deixou de usar também a camisinha, que é ainda a única forma 100% garantida de prevenção. 

Sobre a cura, a última grande notícia aconteceu em 2010. Foi quando médicos conseguiram eliminar totalmente o vírus do corpo de um homem. 

“O médico disse que não tinha mais nenhum resquício de HIV no meu organismo, mas eu só acreditei quando vi a notícia em um jornal de medicina inglês”, conta o americano Timothy Ray Brown. 

Brown, na altura HIV positivo, foi diagnosticado com leucemia e precisou passar por um transplante de medula. O doador da medula tinha uma mutação genética muito diferente e era resistente ao HIV. Um tratamento raro, caro, arriscado e que dificilmente pode ser feito mais uma vez. Mas além de curar o americano, ajudou cientistas a direcionarem melhor as pesquisas. 

O médico de Timothy foi Steven Deeks, um dos grandes pesquisadores sobre HIV. Ele conta que essa experiência permitiu aos pesquisadores puderem dizer que o momento atual não é para gastar energia tentando controlar o vírus. É concentrar esforços para matar o HIV. 
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2009/08/pesquisa-mostra-que-11-2-das-mulheres-na-regiao-sul-relataram-ja-ter-tido-dst-2622098.html

O link acima contém uma reportagem sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis pelo Brasil. A notícia informa sobre os elevados números de ocorrência das DSTs no Brasil. Essas informações nos levam a acreditar que há falta de informação para que a população se conscientize sobre o perigo que essas doenças significam para a população e da importância da prevenção. Na região sul também não há muita informação, tanto que é o maior índice de mulheres que já tiveram alguma DST e o quarto maior índice de homens em todo o Brasil (em 2009). Para que os números caiam, deve haver uma importância maior ao assunto. Quem sabe um dia isso acontecerá e nos veremos quase livres dessas doenças. 
Abaixo o testo da notícia:



"Pesquisa mostra que 11,2% das mulheres na Região Sul relataram já ter tido DST

O percentual é o maior entre todas as regiões do país


A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde mostra que na Região Sul, 11,2% das mulheres relataram já ter tido pelo menos uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), o maior percentual entre as regiões brasileiras. Nos homens, o índice é de 14,7%, o quarto no ranking das regiões (veja abaixo).

Segundo o levantamento, homens têm 31,2% mais chance de ter algum sinal ou sintoma de DST em alguma fase da vida. No país, o número chega a 10,3 milhões de brasileiros que já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças como sífilis, HPV, gonorréia e herpes genital. Destes, 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres.

Na Região Sul, entre os homens entrevistados, os indicativos de DSTs aparecem como corrimentos (11,7%), feridas (3,7%), bolhas (2,7%) e verrugas (1,7%). Nas mulheres, são corrimentos (54,8%), feridas (10,3%), bolhas (1,3%) e verrugas 1,2%.

Em termos regionais, o Norte apresenta o maior percentual (24,6%) de homens que relataram ter tido pelo menos uma DST. Nas outras regiões, esse índice não ultrapassa os 20%.
Confira o ranking:

Mulheres1º Sul (11,2%)
2º Norte (10,8%)
3º Sudeste (10,4%)
4º Centro-Oeste (8,6%)
5º Nordeste (7%)

Homens
1º Norte (24,6%)
2º Nordeste (19,2%)
3º Sudeste (15,6%)
4º Sul (14,7%)
5º Centro-Oeste (12,9%) "

Você sabia?

Mitos e Verdades sobre as DSTs:

1 - Nas mulheres cerca de 80% dos casos de DST têm curso assintomático.
        VERDADE. Dessa forma, as mulheres só descobrem da doença em casos avançados. Por isso visitas rotineiras ao ginecologista facilitam diagnósticos precoces. 

2 - Só quem corre risco de contrair uma DST são os homossexuais, usuários de drogas injetáveis, hemofílicos (apresentam distúrbio na coagulação sanguínea) ou profissionais do sexo.
      MITO. Acreditava-se antigamente que esse era p grupo vulnerável a contrair DSTs, mas hoje sabe-se que todos correm esse risco e devem se prevenir.

3 - Algumas DSTs podem se espalhar pelo corpo inteiro.
      VERDADE. Se o tratamento não for feito adequadamente, algumas doenças podem se espalhar, gerando mais complicações.

4 - Todos sabem sobre a necessidade de usar preservativo.
      MITO. Cerca de 40% da população brasileira ainda não foi informada da importância de usar camisinha e de comunicar ao parceiro.

5 - A camisinha é 100% segura.
      MITO. A camisinha é a melhor forma de se prevenir contra as DSTs, mas ela deve ser colocada corretamente, e assim ela terá 98% de eficácia. 

6 - O risco de contágio pelo sexo anal é maior.
      VERDADE. Como a mucosa do ânus é mais frágil que a vaginal, o risco de contágio é maior.

7 - Toda gestante soropositiva vai transmitir HIV ao bebê durante o parto.
      MITO. É possível evitar a transmissão vertical com um pré-natal adequado e acompanhado por um profissional. 

8 - Um beijo na boca pode transmitir HIV.
      MITO. Isso só acontecerá caso a pessoa tenha um sangramento considerável, pois a saliva tem várias substâncias prejudiciais ao vírus. A chance é menor de 0,1%.

9 - DSTs facilitam a transmissão do vírus do HIV.
      VERDADE. As feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV no organismo. 

10 - A possibilidade de uma mulher contrair HIV é maior que a do homem.
        VERDADE. A mulher é mais vulnerável por ficar mais tempo em contato com a secreção sexual. O esperma ainda se encontra no colo do útero de 24 a 48 horas depois da relação.


A camisinha


A camisinha é o método mais eficaz de se prevenir contra as DSTs. Guardar e manusear a camisinha é simples, só é preciso seguir o modo certo de uso. Lembre-se: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo, assim ela pode se romper ou estourar. Algumas pessoas se preocupam com a impermeabilidade da camisinha. Pesquisadores esticaram e ampliaram 2 mil vezes o látex do preservativo masculino – utilizando microscópio eletrônico – e não foi encontrado nenhum poro. Em outro estudo, foram examinadas as 40 marcas de preservativo mais usadas em todo o mundo. A borracha foi ampliada 30 mil vezes e nenhum exemplar apresentou poros.
 A camisinha masculina encontra-se em qualquer lugar: farmácias, supermercados, até postos de gasolina. Também é discreta, cabendo em qualquer carteira. A camisinha feminina é feita de polietileno, um material super-resistente com menos chance de furar, mas a embalagem é maior e difícil de encontrar.
 Desde 1994 o preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde tirar, ligue para o Disque Saúde (136).
Abaixo, imagens sobre como é a forma correta de utilização da camisinha masculina e feminina:




Gráficos

Essa é uma pesquisa feita com 151 alunos de uma escola pública da comunidade da Serrinha, em Fortaleza. Foram feitas as perguntas de modo que não fosse necessário a identificação dos alunos.



Esse primeiro gráfico mostra que mais de 80% das mulheres entrevistadas e 70% dos homens não possuem uma vida sexualmente ativa.


Nesse outro gráfico, mostra o costume dos estudantes de sempre levar uma camisinha consigo.


Esse gráfico mostra que dos estudantes que tiveram relação sexual nos últimos 6 meses, 9,20% deles não usaram camisinha em todas as relações sexuais.

E nesse último gráfico é mostrado o motivo alegado pelos estudantes de não terem usado camisinha. Os motivos mais marcados foram: conhecer o parceiro a bastante tempo e o considerar confiável, e também o fato de não sentirem prazer com a camisinha ou não terem uma na hora.



Depois de ver esses gráficos, percebemos que os jovens ainda estão assumindo um comportamento de risco que os vulnerabiliza a serem infectados por uma DST. É necessária uma maior conscientização dos jovens quanto a isso. Sempre ter uma camisinha consigo é uma das medidas que os jovens com vida sexualmente ativa devem tomar, e não deixar de usá-la quando for necessário.

Você precisa saber

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são gratuitos e realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os exames podem ser feitos inclusive da forma anônima. Além da coleta e execução de testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.
A infecção pode ser detectada com pelo menos 30 dias a partir da situação de risco. Isso porque o exame busca anticorpos contra o vírus no sangue, e esse período de produção de anticorpos é chamado de janela imunológica.

Além de seguir as instruções do profissional, são necessários outros cuidados, como: usar camisinha em todas as relações sexuais para evitar uma reinfecção do vírus que já é resistente aos medicamentos. E a reinfecção traria complicações para a saúde. A camisinha também evitaria o contágio de outras DSTs, que poderiam piorar a situação.
Os soropositivos também precisam de uma alimentação saudável, com carboidratos, proteínas e gorduras, para ajudar no controle de gorduras e açúcares do sangue e facilitar a absorção intestinal. Precisam também de atividades físicas regulares. Esses dois fatores previnem complicações futuras e melhora as defesas do organismo.

Fases da Aids

A primeira fase é a infecção aguda, que é quando ocorre a incubação do vírus. Esse período varia de três a seis semanas, e é o tempo até surgir os primeiros sinais da doença. Esses primeiros sintomas fazem a doença passar quase que despercebida, pois são semelhantes à uma gripe, com febre e mal-estar.
Na próxima fase há uma forte interação entre as células de defesa e a constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que ainda não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período pode durar anos e é chamado de assintomático.
Com o ataque frequente, as células de defesa começam a atacar com menos eficiência e a morrer. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Essa é a fase sintomática inicial, onde há grande minoria da quantidade de leucócitos T CD4. Os sintomas mais comuns são febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de outras doenças que se aproveitam da fraqueza do organismo. Com isso se alcança o estágio mais avançado da doença, a Aids. Quem chega até essa fase pode sofrer de hepatite, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

AIDS

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Ele é o causador da Aids, atacando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Alterando o DNA dessa célula, o HIV faz cópias de si mesmo, e depois de se multiplicar rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
Ter o HIV não é o mesmo que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas mesmo assim podem transmitir o vírus por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas ou de mãe para filho no parto e amamentação.
Curiosidade: o HIV é um retrovírus, da subfamília Lentiviridae. As características dessa subfamília são: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção de células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

A Aids é o estado mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida deixa o organismo mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. Há alguns anos, receber o diagnóstico de Aids era como uma sentença de morte, mas hoje em dia é possível ter uma vida agradável sendo soropositivo.
As formas de contágio com o HIV são sexo desprotegido, durante a gestação, parto ou amamentação, compartilhamento de seringas, agulhas ou objetos cortantes e transfusão de sangue contaminado.
O acompanhamento médico aos soropositivos é essencial, tanto para quem ainda não apresenta os sintomas (fase assintomática) quanto para quem já apresenta sinais da doença. O tratamento é feito com antirretrovirais, que evitam o enfraquecimento do sistema imunológico. Esses medicamentos surgiram na década de 1980.
O uso irregular dos antirretrovirais acelera o processo de resistência do vírus aos medicamentos, por isso qualquer decisão tomada não deve ser feita sem consentimento médico.
No atendimento inicial, é pedido uma série de exames (hemograma completo, fezes, urina, testes para hepatite B e C, tuberculose, sífilis, glicemia, colesterol, triglicerídeos, funcionamento do fígado e rins, raio-X do tórax, contagem dos linfócitos T CD4+ e de carga viral). Esses exames são fundamentais para o médico determinar a forma de tratamento mais adequada ao paciente.
Curiosidade: Os primeiros casos de Aids nos EUA, Haiti e África Central foram em 1977 e 1978, e foram classificados como Aids em 1982 quando se classificou a nova síndrome. O primeiro caso no Brasil foi em São Paulo, 1980.

Hepatites

São um grave problema à saúde pública em todo o mundo. A hepatite é a inflamação do fígado. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas elas podem evoluir, tornando-se crônicas, e causando danos ainda mais graves ao fígado. É importante ir ao médico regularmente e fazer os exames que detectam a hepatite.

 - Hepatite B: causada pelo vírus B (HBV). Ela é considerada DST pois esse vírus está presente no esperma. Na maioria dos casos não apresenta sintomas, mas os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. A crônica dura mais de seis meses. A chance de se tornar crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. Crianças são as mais afetadas, pois o vírus também está presente no leite materno e no sangue.
O diagnóstico é feito por exame de sangue específico. Além dos medicamentos (quando necessário), é cortado o consumo de bebidas alcoólicas por no mínimo seis meses e remédios para aliviar os sintomas.
Para evitar a doença deve-se tomar as três doses da vacina, usar camisinha nas relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escova de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
Curiosidade: o vírus causador da doença é de DNA de fita dupla da família Hepadnaviridae. 

 - Hepatite C: é causada pelo vírus C (VHC), já tendo sido chamada de "hepatite não A não B". Esse vírus está presente no sangue e transmitir a doença por sexo sem camisinha é a forma mais rara de ser infectado.
O surgimento de sintomas na forma aguda da doença é muito raro, mas quando aparecem são os mesmos que ocorrem na hepatite B aguda. É bom sempre fazer exames de rotina, e um diagnóstico precoce facilita a eficácia do tratamento.
Em mais de 80% dos casos a doença evolui para crônica. Quando necessário o tratamento é complexo e dependerá de biópsia hepática e exame de biologia molecular. A chance de cura varia de 50 a 80% dos casos.
Não existe vacina contra a hepatite C, mas para evitá-la basta não compartilhar, seringa, agulha ou qualquer outro objeto cortante e usar camisinha em todas as relações sexuais. Além disso toda grávida deve fazer o pré-natal.
Curiosidade: o vírus da hepatite C é constituído de RNA de fita simples e pertence à família Flaviviridae.

Linfogranuloma Venéreo

É uma infecção crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha. A transmissão ocorre pela relação sexual com um indivíduo infectado.
Os primeiros sintomas aparecem de sete a trinta dias após a exposição à bactéria. Primeiro surge uma ferida ou caroço muito pequeno na pele dos locais que tiveram contato com ela (pênis, boca, vagina, ânus e colo do útero) que dura, em média, de três a cinco dias. É preciso estar atento ao corpo, pois essa lesão é passageira e dificilmente identificada.
Entre duas a seis semanas após a ferida, ocorre um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Se esse inchaço não for tratado rápido, pode piorar e formar feridas com secreção purulenta, além de deformidade no local. Podem também aparecer sintomas gerais como dor nas articulações, febre e mal estar.
Na presença de qualquer sintoma, deve-se procurar um profissional que faça o diagnóstico e indique um tratamento, que consiste no uso de antibióticos por tempo determinado. Para evitar a doença, é só usar camisinha sempre e cuidar da higiene íntima após a relação sexual.

Condiloma Acuminado (HPV)

Conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus Humano (HPV - Human Papiloma Virus). Atualmente existem mais de 100 tipos de HPV, alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O Papanicolau pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.
Não se sabe o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo surgimento de lesões. A infecção normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem é mais comum na cabeça do pênis e no ânus. Nas mulheres, na vagina, vulva, ânus e colo do útero. As lesões também podem ocorrer na boca e garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem ter a doença sem apresentar sintomas.
A principal forma de transmissão é o contato sexual. Para ocorrer o contágio não é necessário o aparecimento dos sintomas, mas quando há a verruga a chance é muito maior. O uso da camisinha normalmente impede a transmissão. A doença também pode passar de mãe para filho na hora no nascimento. Com qualquer sintoma, deve-se buscar um médico para tratamento.
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais comuns no câncer de colo de útero. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e o 18, presentes em 70% dos casos de câncer no colo do útero, e o 6 e o 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os tipos de HPV 16 e 18.
É fundamental deixar claro que a vacina não substitui o exame do Papanicolau, é na verdade mais uma estratégia possível para enfrentar o HPV. Essa vacina é comercializada à pouco tempo (desde 2007), e a  duração da imunidade da vacina ainda não foi determinada. Até o momento só se tem certeza de cinco anos de proteção.

Tricomoníase

É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Nas mulheres ataca o colo do útero, vagina e uretra, e nos homens ataca o pênis. Os sintomas são dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Mas a maioria dos infectados não apresenta alterações no organismo.
Na presença de qualquer sintoma é recomendável procurar um médico e fazer o diagnóstico para o tratamento correto. O parceiro também precisa de tratamento para que não aconteça novamente a infecção.  A melhor forma de evitar essa DST é usando camisinha em todas as relações sexuais.
Se proteger é como todos devem começar a se preocupar com as DSTs, afinal elas podem entrar na vida de qualquer um, a qualquer momento.

Infecção pelo HTLV

A doença é causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV - Human T-cell Lymphotropic Virus) que infecta os linfócitos. O HTLV foi o primeiro retrovírus humano isolado (no início da década de 1980) e é classificado em dois grupos: HTLV-I e HTLV-II.
A transmissão desse vírus se dá pelo sexo sem proteção, compartilhamento de seringas e agulhas durante o uso de drogas e da mãe infectada para o recém-nascido (também chamada de transmissão vertical), principalmente pelo aleitamento materno.
A maioria dos infectados não apresentam sintomas durante toda a vida. Mas um pequeno grupo de infectados pode desenvolver manifestações clínicas graves, como alguns tipos de câncer, além de problemas musculares (polimiosite), nas articulações (artropatias), nos pulmões (pneumonite linfocítica), na pele (dermatites diversas), na região ocular (uveíte), além da síndrome de Sjögren, doença autoimune que destói as glândulas que produzem lágrimas e saliva.
Como o risco de desenvolvimento da doença é muito baixo, não há tratamento específico para a infecção. O paciente deve ser acompanhado por um serviço de saúde especializado para diagnosticar e tratar precocemente doenças que podem estar associadas. Evitar essa doença não é difícil, basta usar camisinha nas relações sexuais e não compartilhar seringas, agulhas ou outros objetos cortantes.
Essa imagem é interessante, faz a comparação de que o preservativo poderia ser usado como aquário de peixe, pois por ele realmente nada passa.

Donovanose

É uma infecção causada pela bactéria Klebsiella granulomatis que afeta a pele e mucosas na região das genitálias, da virilha e do ânus. A doença causa úlceras e e destrói a pele infectada. é mais frequente no norte do Brasil e em pessoas de baixo nível socioeconômico e higiênico.
Os sintomas incluem caroços, feridas vermelhas e sangramento fácil. Após a infecção surge nos órgãos genitais uma lesão que lentamente se transforma em úlcera ou caroço vermelho. Essa ferida pode atingir grandes áreas, danificar a pele em volta e facilitar a infecção por outras bactérias. Como as feridas não causam dor, a procura por tratamento pode ser tardia, aumentando o risco de complicações.
O tratamento é feito pelo uso de antibióticos e deve ser prescrito por um profissional após uma cuidadosa avaliação. Após o término no tratamento o paciente deve retornar para avaliar se foi feita a cura da infecção. É necessário evitar o contato sexual até que os sintomas tenham desaparecido e que o tratamento seja finalizado.
Uma tirinha um pouco diferente. Realmente, uma das piores coisas para se romper seria a camisinha. Mas se colocada da forma correta, a chance de acontecer é muito pequena.

Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode se manifestar em três estágios, sendo que os maiores sintomas ocorrem nos dois primeiros, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintomas, dando a falsa impressão de cura da doença.
Pode ser transmitida por sexo com uma pessoa infectada sem proteção, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. Os primeiros sintomas são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços na virilha, que surgem entre sete e vinte dias após a exposição à bactéria. As feridas e caroços não doem, não ardem, não coçam e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, podem desaparecer sem deixar cicatrizes, mas a doença continua lá se desenvolvendo.
Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas por todo o corpo (inclusive pés e mãos) e queda de cabelo. Após mais algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses e anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo até levar à morte.
Quando não há evidência de sinais ou sintomas, deve ser feito um teste laboratorial, mas como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito a partir da terceira semana após o contágio. Somente um profissional de saúde pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento dependendo do estágio da doença. O uso da camisinha e o acompanhamento da gestante são as melhores formas de prevenir contra a sífilis.

 - Sífilis Congênita: é a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê quando esse nasce gravemente doente.
Essa doença pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida. Na maioria dos casos os sinais e sintomas já estão presentes nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental.
O diagnóstico se dá por meio de um exame de sangue  feito no primeiro trimestre da gravidez. É recomendado repetir o teste no terceiro trimestre da gestação e mais uma vez antes do parto. O maior problema da sífilis é que normalmente as mulheres não sentem nada e só descobrem a doença nesse exame.
Quando a sífilis é detectada o tratamento deve começar o mais rápido possível. O parceiro também deve ser testado e tratado para evitar uma reinfecção. Especialmente às gestantes, o tratamento deve ser feito com penicilina (único medicamento capaz de tratar mãe e bebê). Com qualquer outro medicamento, o bebê não estará sendo tratado.
Se o bebê tiver sífilis congênita, deverá ficar no hospital por 10 dias em tratamento. Independente do exame das mães, todos os bebês devem realizar o exame para sífilis. Os que tiverem suspeita de sífilis congênita devem fazer uma série de exames para terem alta.

PREVINA-SE


A imagem não ficou muito bem passada para o computador, mas o objetivo está claro. Para abranger a disciplina de Desenho no Trabalho Interdisciplinar, nada melhor que um desenho.

Herpes

É uma doença causada por um vírus que, mesmo não tendo cura, possui tratamento. Os sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e transformam-se em feridas. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Em homens e mulheres, os sintomas costumam aparecer em regiões genitais (pênis, vagina, ânus e colo do útero).
Herpes é transmitida por relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha. Durante o parto, o vírus pode ser transmitido para o bebê se a gestante apresentar lesões. Antes do surgimento das bolhas, podem haver sintomas como formigamento, ardor e coceira no local, além de febre e mal estar. A bolhas se localizam principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis.
Por ser muito contagiosa, a primeira orientação a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto com as bolhas e feridas com outras pessoas, não furar as bolhas e não aplicar pomadas no local sem recomendação médica.




Herpes na boca.

Doença Inflamatória Pélvica

A DIP pode ser causada por várias bactérias que atingem os órgãos sexuais internos da mulher, como útero, trompas ovários, causando inflamações. A infecção ocorre principalmente por meio de contato com as bactérias após a relação sexual desprotegida. A maioria dos casos ocorre em mulheres que possuem outra DST, principalmente gonorreia e clamídia não tratadas. Também pode ocorrer depois de algum procedimento médico local (inserção de DIU, biópsia na parte interna do útero, curetagem).
Os sintomas são dor na parte baixa do abdômen, também podendo haver secreção vaginal, dor durante a relação sexual, febre, desconforto abdominal, fadiga, dor nas costas e vômito. Alguns casos evoluem para a forma grave, sendo necessária a internação hospitalar e tratamento com antibióticos por via venosa.
Com toda a certeza, ninguém quer ter uma DST. Para evitar isso, deve haver a prevenção. Use camisinha, não vacile, é a sua saúde.

Clamídia e Gonorreia

São infecções causadas por bactérias que podem atingir os órgãos genitais masculinos e femininos. A clamídia é muito comum entre adolescentes e adultos jovens, podendo causar graves problemas à saúde. Já a gonorreia pode infectar o pênis, o colo do útero, o reto (canal anal), a garganta e os olhos. Quando não tratadas, a clamídia e a gonorreia podem causar infertilidade, dor durante a relação sexual, entre outros danos.
Nas mulheres pode ocorrer dor ao urinar ou no ventre, aumento de corrimento, sangramento fora da época de menstruação e dor ou sangramento durante a relação sexual. Entretanto, é comum possuir a doença e não apresentar nenhum desses sintomas. Por isso é recomendável procurar um posto de saúde periodicamente, principalmente se for feito sexo sem proteção.
Nos homens há normalmente um ardor e esquentamento na hora de urinar, podendo causar corrimento ou pus, além de dor nos testículos. É possível que não haja sintomas e a doença seja transmitida por um infectado sem nem mesmo saber.
O diagnóstico é feito com um profissional que faz o exame clínico específico e coleta de secreções genitais. O tratamento é feito por uso de antibióticos específicos indicados pelo médico. Para evitar, é recomendável procurar um posto de saúde periodicamente, principalmente se for feito sexo sem proteção, além de usar sempre a camisinha.

 - Oftalmia Neonatal: é uma conjuntivite do recém-nascido após a contaminação logo após o nascimento com secreções genitais da mãe infectada por clamídia e gonorreia não tratadas. Surge no primeiro mês de vida e pode levar à cegueira, se não prevenida ou tratada adequadamente. Os sintomas são vermelhidão e inchaço das pálpebras e/ou presença de pus nos olhos. A prevenção deve ser feita com todos os recém-nascidos, aplicando um colírio ainda na maternidade uma hora após o nascimento. Toda oftalmia neonatal deve ser tratada de imediato contra as principais bactérias causadoras (genococo) a fim de prevenir consequências graves.




Olho com gonorreia.
Essa imagem mostra que a contaminação das DSTs só vai parar no momento em que alguém se prevenir, comparando isso com a queda das peças de dominó.

Cancro Mole

Também pode ser chamado de cancro venéreo, mas seu nome mais popular é "cavalo". É provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi e é mais frequente em regiões tropicais, como o Brasil. A transmissão dessa bactéria ocorre por relações sexuais com uma pessoa infectada.
Os primeiros sintomas aparecem de dois a quinze dias após o contágio, e são dor de cabeça, febre e fraqueza. Depois surgem pequenas e dolorosas feridas com pus nos órgãos genitais que vão aumentando de tamanho e profundidade com o tempo. A seguir, aparecem outras lesões em volta das originais.
Após duas semanas do contágio pode aparecer um caroço avermelhado na virilha (íngua) que pode dificultar os movimentos da perna de andar. Esse caroço pode drenar uma secreção purulenta esverdeada ou misturada com sangue.
Nos homens, as feridas aparecem na cabeça do pênis (glande). Na mulher, ficam na vagina e/ou ânus. Nem sempre a ferida é visível, mas provoca dor durante a relação sexual e ao evacuar.
Na presença de qualquer sintoma dessa DST, o melhor a fazer é ir à procura de um profissional de saúde para que seja feito o diagnóstico correto e indicação do tratamento com o antibiótico adequado. O uso da camisinha é a melhor forma de evitar a doença.
Achamos interessante essa imagem por comparar a proteção de um preservativo com a segurança oferecida pelos bombeiros.

Um pouco mais

Antigamente as Doenças Sexualmente Transmissíveis eram conhecidas como Doenças Venéreas – nome relacionado à Vênus, deusa do amor. Essas doenças vêm acompanhando a sociedade desde o início da civilização.
 Após a Segunda Guerra ouve um aumento na incidência das DSTs já conhecidas e surgiram outras com a mesma característica em comum: transmitiam-se pela relação sexual desprotegida. Mas como não eram todas que eram transmitidas somente pelo contato sexual, foi feita a seguinte divisão: doenças essencialmente transmitidas por contágio sexual; doenças frequentemente transmitidas pelo contágio sexual e doenças eventualmente transmitidas pelo contato sexual. Nas últimas décadas, mudanças sócio-sexuais vêm transformando o controle da ocorrência de DSTs em desafio para a saúde pública. É cada vez maior o número de jovens e adultos que vivenciam sua sexualidade com mais liberdade, e isso somado com baixo nível de instrução eleva as ocorrências de doenças na população.
 Os profissionais de saúde quando estão diante de uma possível DST, são usados os seguintes métodos diagnósticos: o etiológico, que faz uso de testes laboratoriais para descobrir o agente causador, e o clínico, que faz uso da identificação de sinais e sintomas que possam caracterizar uma DST específica.
No Brasil foram registrados 66.114 casos de Aids entre jovens de 13 a 24 anos até junho de 2009. Isso representa 11% dos casos notificados no país desde o inicio da epidemia. Na mesma faixa etária, a transmissão sexual representa 68% dos casos e a via sanguínea responde por 23%.
Vendo também o lado psicológico, podemos perceber que pacientes com DST frequentemente apresentam perca considerável da auto-estima, julgando-se impuras, imorais, sujas e enfim, culpadas.
As DSTs são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. No Brasil, as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de infecções na população sexualmente ativa a cada ano são:
Sífilis: 937.000
Gonorreia: 1.541.800
Clamídia: 1.967.200
Herpes Genital: 640.900
HPV: 685.400
Desde 1986, é obrigatória a notificação de casos de Aids e Sífilis a médicos e responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. O registro de HIV em gestantes e recém-nascidos tornou-se obrigatório desde 2000.

O que são?


Provavelmente todos nós já ouvimos falar sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis. Sabemos que é um problema para a sociedade e por isso devemos sempre estar atentos, pois nesse tempo onde há muita informação não podemos dar chance para essas doenças. Mas mesmo com tanta informação é difícil orientar sobre as DSTs, pois ainda há pais e outros despreparados para trabalhar com esse assunto. Não devemos jamais nos enganar, pois qualquer um está sujeito a contrair uma DST, sendo rico ou pobre, solteiro ou casado, jovem ou adulto.
As DSTs podem ser causadas por vírus, bactérias ou até mesmo parasitas. Podem ser transmitidas por relações anais, vaginais e orais sem uso de proteção. Normalmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas podem não apresentar sintomas no começo, tanto em homens quanto mulheres. Ao contrário do que muitos pensam, as DSTs são graves e quando não tratadas podem causar disfunções sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros com problemas de saúde, deficiência física ou mental, alguns tipos de câncer e até morte. Além disso, uma pessoa portadora de DST tem mais chance de contrair outras DSTs, como a Aids. Por isso quando for feito sexo sem camisinha, deve ser procurado um serviço de saúde.
Ainda existem muitos tabus em torno desse tema e pessoas com vergonha de terem DST, não procurando tratamento ou se automedicando, alguns nem avisam seus parceiros, fazendo com que as DSTs se alastrem ainda mais. Para interromper a transmissão e evitar a reinfecção, é fundamental que as pessoas sejam testadas e tratadas com orientações de um profissional da saúde, e que alertem seus parceiros sempre que uma DST for diagnosticada. Não aceite sugestões de amigos ou parentes sobre “aquele remedinho que funciona para isso”, se tiver algum sintoma de DST procure um profissional. Visitas periódicas ao médico facilitam os diagnósticos, e quanto mais cedo a doença for descoberta melhor. E isso vale para homens e mulheres. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Olá. Sejam bem vindos!

Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs, são assim conhecidas por serem doenças transmitidas principalmente através do contato sexual e são também o tema deste trabalho. A falta de informação e a iniciação cada vez mais precoce de uma vida sexualmente ativa vem elevando significativamente a ocorrência de DSTs. Para que esses índices parem de subir, o conhecimento sobre as DSTs e formas de prevenção devem ser transmitidas para toda a população, principalmente aos jovens que sabem pouco sobre o assunto e podem, por diversos motivos, não se prevenirem. Além de que pesquisas indicam que a adolescência é uma fase de maior vulnerabilidade ao contágio. Servir como fonte de informação e de conscientização da prevenção contra essas doenças será então o nosso objetivo. Escolhemos esse tema por acreditarmos que esse é um assunto que merece mais tempo para ser estudado e por querermos saber mais sobre essas doenças, seus sintomas e prevenções, pois esses conhecimentos serão importantes durante toda a nossa vida. Por fim, desejamos que as informações por nós pesquisadas e aqui postadas sejam úteis e que nós possamos aprender e nos conscientizar, e que a divulgação de nossas descobertas possa ajudar outros jovens que não saibam muito sobre o assunto.