HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Ele é o causador da Aids, atacando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Alterando o DNA dessa célula, o HIV faz cópias de si mesmo, e depois de se multiplicar rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
Ter o HIV não é o mesmo que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas mesmo assim podem transmitir o vírus por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas ou de mãe para filho no parto e amamentação.
Curiosidade: o HIV é um retrovírus, da subfamília Lentiviridae. As características dessa subfamília são: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção de células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.
A Aids é o estado mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida deixa o organismo mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. Há alguns anos, receber o diagnóstico de Aids era como uma sentença de morte, mas hoje em dia é possível ter uma vida agradável sendo soropositivo.
As formas de contágio com o HIV são sexo desprotegido, durante a gestação, parto ou amamentação, compartilhamento de seringas, agulhas ou objetos cortantes e transfusão de sangue contaminado.
O acompanhamento médico aos soropositivos é essencial, tanto para quem ainda não apresenta os sintomas (fase assintomática) quanto para quem já apresenta sinais da doença. O tratamento é feito com antirretrovirais, que evitam o enfraquecimento do sistema imunológico. Esses medicamentos surgiram na década de 1980.
O uso irregular dos antirretrovirais acelera o processo de resistência do vírus aos medicamentos, por isso qualquer decisão tomada não deve ser feita sem consentimento médico.
No atendimento inicial, é pedido uma série de exames (hemograma completo, fezes, urina, testes para hepatite B e C, tuberculose, sífilis, glicemia, colesterol, triglicerídeos, funcionamento do fígado e rins, raio-X do tórax, contagem dos linfócitos T CD4+ e de carga viral). Esses exames são fundamentais para o médico determinar a forma de tratamento mais adequada ao paciente.
Curiosidade: Os primeiros casos de Aids nos EUA, Haiti e África Central foram em 1977 e 1978, e foram classificados como Aids em 1982 quando se classificou a nova síndrome. O primeiro caso no Brasil foi em São Paulo, 1980.
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